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Entre os dias 01 e 04 de Dezembro do presente ano, o instituto Estadual de Florestas cumprindo determinações legais e planejamento estabelecido no plano de Metas do Governos Estadual realizou as consultas Públicas referentes à PROPOSTA de ampliação da Unidade de Conservação Parque Estadual Veredas do Peruaçu. Esclarecemos que as consultas públicas são realizadas antes de qualquer decisão mais aprofundada sobre a ampliação de qualquer Parque e que é um dever da população comparecer e colocar claramente sua opinião e suas vontades além de ser este um direito garantido constitucionalmente. É um direito da população escolher um representante para seus anseios, o que acreditamos que seja bem representado pelas câmaras municipais de cada local onde se realiza a consulta pública. A notícia veiculada pelo jornal A Voz do Povo, em 07/12/2009 com o título de IEF - Um trabalho desastrado, denigre a imagem do Órgão e se torna um desrespeito público aos seus servidores por ser ofensiva à tantos trabalhadores cidadãos da região que dedicam suas vidas ao trabalho diário em prol do meio ambiente e diretamente ao ser humano que nesta região faz sua morada e contribui para seu desenvolvimento. Queríamos nós, servidores do IEF, nos locupletarmos com altos salários do governo ou termos em nossas mãos a possibilidade de nos beneficiarmos com recursos públicos de forma vitalícia assim com o fazem muitos de nossos representantes políticos. As consultas públicas foram tumultuadas por empresários e pelo ex deputado Cleuber Carneiro e pelo deputado estuadual Paulo Guedes, em clara manifestação eleitoral e por interesses próprios, visto que da reunião era esperado pelo IEF que não houvesse a aprovação popular da ampliação de mais um Parque Estadual. Esperávamos que fossem colocadas por parte dos representantes públicos e da população propostas alternativas para que se fosse escolhida, democraticamente, uma gestão ambiental sustentável para a região. Acusar-nos de esnobes, prepotentes e mal educados é uma leviandade visto que a proposta de consultas públicas é a expressão maior da democracia e da humildade de saber ouvir. Fomos atacados e ofendidos por aqueles que têm sede de se FAZER ouvir, de tomar o microfone desrespeitosamente das mãos de quem está com a palavra e de se imporem através de promessas e demagogia afetada por agressividade desnecessária aos servidores do IEF, que acima de tudo também são cidadãos, contribuintes e eleitores da região. Humildemente acatamos as manifestações das Câmaras Municipais de Bonito de Minas e de Cônego Marinho assim como as manifestações contrárias do Prefeito de Miravânia e do Presidente da Câmara de vereadores do Município de Miravania, pois são os representantes máximos daquelas comunidades. Quanto aos discursos do ex deputado e deputado presentes de que o Instituto Estadual de Florestas deve ser banido da região tenho opinião bastante diferente, não se pode banir o Estado do próprio Estado. Exigir a saída deste órgão da Região é favorecer o desrespeito ao meio ambiente, ao cidadão honesto e bem intencionado que trabalha com consciência ambiental e privar aquele que precisa de orientação quanto ao setor florestal de informações e diretrizes legais para suas atividades de exploração florestal, manejo, meio ambiente e conservação de recursos ambientais, hoje tão escassos em qualquer lugar do planeta, além de desempregar cerca de 200 pessoas servidoras do IEF nos trinta e três municípios que atendemos. O IEF é gerador de emprego e renda para várias famílias e chamar a estes chefes de prepotentes, mal educados, esnobes é um desrespeito muito grande a estes trabalhadores. Nos acusar de industria de multas é o mesmo que louvar a industria de crimes ambientais da qual provavelmente quem a defende se beneficia, direta ou indiretamente. Devemos considerar um elogio o fato de trabalharmos em veículos bem apresentados e novos pois demonstra o cuidado e o zelo que cada servidor tem com o bem público e atesta a vontade do governo de fazer o Estado avançar. Suspeito seria se circulássemos em veículos próprios da envergadura das viaturas que o estado tem o poder econômico para comprar, isto poderia sim conotar que estaríamos sugando o sangue das veias do Estado ou dos contribuintes para nos manter. Uma prova de que os servidores do IEF não se beneficiam de recursos públicos ou de altos salários do governo é de que desafio um dos nossos acusadores a apontar qual de nós possui grandes glebas rurais, empresas ou quaisquer outros bens, por mais baratos que sejam, que não foram adquiridos com o suor do dia a dia no campo, ou atrás de um volante de um dos falados carrões do IEF. Veículos estes que sequer são segurados pelo estado, cabendo ao servidor que o utiliza toda a responsabilidade sobre os danos que venham a acometê-lo, inclusive sendo responsáveis eles mesmos por guiá-los. Aqueles representantes públicos que nos atacaram deveriam também fazer o mea culpa por terem incitado a revolta da população durante as consultas públicas, de forma irresponsável expondo quem ali estava cumprindo com um dever a agressões verbais e físicas. Caso não tivéssemos mantido a calma e contornado as situações criadas, seríamos agredidos fisicamente. Acredito que o contribuinte norte mineiro tem muito que se orgulhar da atuação do IEF Regional, por aplicar de forma honesta e responsável o recurso público, tratar com dignidade os seus colaboradores, pois para quem viaja constantemente o veículo é a principal ferramenta de trabalho, ali dentro está sua vida. A segurança de se rodar em carros novos é um direito do trabalhador que tem a atividade de vistorias em seus currículos, até por que se dependesse de ser socorrido em uma ambulância paga pelo estado ele correria o sério risco de não ser atendido. As ambulâncias da região foram provavelmente transformadas em Caminhonetes, mas não as que circulam pelo IEF. Quisera todo estado ter servidores como os do IEF que fazem de seu trabalho sua filosofia de vida e ali comparecem todos os dias religiosamente, pois não há pagamento para sessões extraordinárias ou horas extras neste trabalho que escolhemos. Acredito que desastrada é a ação de incitação de violência em locais onde há grande número de pessoas e a utilização de espaço de discussão de propostas para realizar campanhas políticas. Parabenizo e agradeço aos prefeitos de Miravânia, Bonito de Minas e Cônego Marinho pela serenidade e firmeza com a qual defenderam suas opiniões, respeitando a pessoa dos representantes do IEF que corajosamente se apresentaram para responder à população sobre as propostas da Secretaria de Meio Ambiente, através do Instituto Estadual de Florestas. Rinaldo José de SouzaEngenheiro FlorestalSupervisor Regional – IEF Januária
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